Nabuko foi à floresta caçar borboleta, encontrou uma véia co'a mão... Nabuko foi à floreta caçar borboleta, encontrou uma véia co'a mão... Nabuko foi à floresta caçar borboleta, encontrou uma véia co'a mão...

24 outubro 2010

TEMPORADA DCE ocupado USP


                                                                                                                                            entrada gratuita!

23 outubro 2010

Em 1969, Jonny Sofucker escreveu o seguinte: 


Você deve estar se perguntando quem sou eu. Você deve estar apenas se perguntando. Você deve estar se perguntando: "Quem é essa pessoa?". Essa pessoa está se perguntando: "Quem?". Eu não sou ninguém, uma voz sem vida oriunda que uma vida sem voz. Eu não sou Jonny Sofucker. Apenas uma voz sem vida oriunda de uma vida sem voz, mas um no coro dos sem-fala. Eu disse coro? Não, eu sou mais um pedaço desta grandiloqüente coralidade que se coloca diante dos seus olhos, basta você prestar um pouco mais de atenção. Como assim? Assim como um corpo sem órgãos. Sou um narrador não confiável de fragmentos de abstração. Muito abstrato, tudo isso é muito abstrato, tão abstrato quanto a pele do meu cacete rasgando a sua bunda. Acho até muito concreto uma rasgação desse tipo. Lembranças de uma infância feliz? Eu não era Jonny Sofucker e o cacete não era meu. Eu sou um narrador não confiável de histórias que ninguém quer ouvir. Abstrações em fragmentos! Lógica? Não me supervalorize. O quê? De repente me pego enunciando palavras em tom mais sério? Eu? Justo eu? Quantas vezes eu posso escrever a palavra “eu” sem ser absolutamente redundante quanto a minha falta de identidade? Você é abstrata, meu amor. Tão abstrata que chega a ser uma fusão de cubismo e Dadaísmo. Eu não sou Jonny Sofucker. Minha epopéia, digo, da epopéia de Jonny, não se concretizou por falta de foco. Para onde devo dirigir o meu foco? Se me denomino “eu” e por que estou sendo prepotente, se de “Eu” me autodenomino é por que estou sendo impotente, não falo isso de uma perspectiva socialista, eu não sou ninguém, no entanto sou o mero dejeto de muitos, muitos mais do que você possa imaginar. Eu estou muito além do que você pode compreender, estou aquém das suas expectativas estéticas, eu estou aquém das suas expectativas hedonistas. Você nunca terá uma visão precisa do que sou eu, você, no máximo, poderá me descrever por características aproximativas. Não sou uma imagem, sou apenas uma relação imagética entre você e coisa nenhuma. Eu definitivamente não sou Jonny Sofucker. Eu sou um fator resposta, a desilusão dos pequenos prazeres nos bombardeia por todos os lados, nossos agressores não têm rosto. Eu também sou agressor sem rosto que responde agressivamente as agressões dirigidas aos muitos que sou. Eu atiro maldita verborragia para todos os lados. Pra onde devo dirigir minhas armas? Eu cago-peido pelo cú da boca qualquer bosta que me fizeram engolir, mas eu não engulo mais nada, meu drama não se concretiza mais. Eu não sou Jonny Sofucker. Quero entrar no rolê da Ocupação! Tô dentro! Minha essência precede minha existência, como Sartre explicaria isso? Ele não explicaria! Fui cuspido buceta a fora e quando ainda era um feto, mergulhado nas águas de um sanitário público, não fui condenado à liberdade. Eu não carrego comigo a responsabilidade de ser o que sou ! Apenas alimento com dados o meu computador . Me alimentam com excrementos desesperançados. Quem me alimenta? Parte daquilo que eu chamo de “ Eu”, uma rede de agressores violentados. Uma rede? Você também é muitos, não se iluda, qualquer identificação absurda entre você e esse texto é meramente universal, de você quero apenas as suas propriedades e pregas anais. Não há espaço para Chorocantos neste espaço diegético. Amanhã (dia 26/06/2010) o capitalismo será extinto da terra de uma vez por todas na praça da república às 17:30, Jonny Sofucker será declarado imperador de todo o mundo e Juazeiro do Norte será a Capital do planeta e você será apenas um refém para pressionar o podres do poder. Hum... Ok, dessa vez eu não entendi... Mas obviamente a única pessoa que me plagiaria seria você... 




15/05/1969
Jonny Sofucker